Quais são todos os tipos de BP-e existentes atualmente?

Quais são todos os tipos de BP-e existentes atualmente? Entenda o BP-e modelo 63, BP-e Rodoviário, BP-e Aquaviário, BP-e Ferroviário, BP-e TM, BP-e Metropolitano, BP-e Semiurbano, BPeTA, BP-e Transporte Aéreo, BPeTA Normal, BPeTA Múltiplo, documentos substituídos, XML, DABPE, autorização, protocolo, Reforma Tributária, IBS, CBS, pagamentos, eventos e auditoria fiscal.
- Entenda quais são os principais tipos, modais, leiautes e variações técnicas do BP-e.
- Veja a diferença entre BP-e comum, BP-e TM e BPeTA.
- Saiba por que rodoviário, aquaviário, ferroviário, metropolitano, semiurbano e aéreo não devem ser tratados da mesma forma no sistema emissor.
Quais são todos os tipos de BP-e existentes atualmente? Para responder corretamente, é preciso separar três coisas: o modelo fiscal, os modais de transporte e os leiautes ou variações técnicas dentro do ecossistema BP-e.
O modelo fiscal principal é o BP-e modelo 63, o Bilhete de Passagem Eletrônico usado para documentar prestações de transporte de passageiros. Dentro dele, existem aplicações práticas para transporte rodoviário, aquaviário, ferroviário, além de leiautes e projetos específicos como o BP-e TM, voltado ao transporte metropolitano/semiurbano, e o BPeTA, voltado ao transporte aéreo de passageiros.
Na prática, quando uma empresa pergunta “quais tipos de BP-e existem”, ela geralmente quer saber quais operações podem ser atendidas por um sistema emissor: empresas rodoviárias, barcas, balsas, ferry boats, ferrovias, metrôs, linhas metropolitanas, semiurbanas e companhias aéreas. O cuidado é entender que nem todos são “modelos fiscais diferentes”. Muitos fazem parte do mesmo modelo 63, mas com regras, cadastros, validações, eventos, totalizações e integrações diferentes.
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Resumo rápido
Atualmente, os principais tipos e variações de BP-e podem ser organizados em três grupos: BP-e comum modelo 63, usado em modais como rodoviário, aquaviário e ferroviário; BP-e TM, usado para transporte metropolitano ou semiurbano com leiaute específico; e BPeTA, o BP-e para Transporte Aéreo. Dentro do BPeTA ainda existem variações como BPeTA Normal, BPeTA Múltiplo e BPe vinculado a BPe Múltiplo.
BP-e comum
BP-e modelo 63 aplicado a operações de transporte de passageiros, como rodoviário, aquaviário e ferroviário.
BP-e TM
Leiaute específico para transporte metropolitano ou semiurbano com catracas, contadores ou sistemas equivalentes.
BPeTA
BP-e Transporte Aéreo, criado para companhias aéreas e transporte aéreo de passageiros.
Variações técnicas
BPeTA Normal, BPeTA Múltiplo, Vinculado a Múltiplo, eventos, substituições e totalizações.
Quais são todos os tipos de BP-e?
Os principais tipos, modais e variações de BP-e existentes atualmente podem ser organizados assim: BP-e Rodoviário, BP-e Aquaviário, BP-e Ferroviário, BP-e em substituição a Cupom Fiscal/ECF, BP-e TM, BP-e Metropolitano, BP-e Semiurbano, BP-e Metroviário quando enquadrado em leiaute/metodologia compatível e BPeTA, o BP-e Transporte Aéreo.
Resposta direta: os tipos mais importantes no ecossistema BP-e são: BP-e comum modelo 63 para rodoviário, aquaviário e ferroviário; BP-e TM para transporte metropolitano/semiurbano com catracas, contadores ou sistemas equivalentes; e BPeTA para transporte aéreo. Dentro do BPeTA existem variações como Normal, Múltiplo e Vinculado a Múltiplo.
| Família | Tipo ou variação | Uso prático |
|---|---|---|
| BP-e comum / modelo 63 | BP-e Rodoviário | Transporte rodoviário de passageiros. |
| BP-e comum / modelo 63 | BP-e Aquaviário | Transporte aquaviário de passageiros, como barcas, balsas e ferry boats. |
| BP-e comum / modelo 63 | BP-e Ferroviário | Transporte ferroviário de passageiros. |
| BP-e comum / modelo 63 | BP-e em substituição a Cupom Fiscal/ECF | Situações em que a UF permite substituir cupom fiscal de passagem pelo BP-e. |
| BP-e TM / BPeTM | Metropolitano e semiurbano | Linhas com cobrança por catracas, contadores, validadores ou sistemas equivalentes. |
| BPeTA | BP-e Transporte Aéreo | Transporte aéreo de passageiros. |
| BPeTA | Normal, Múltiplo e Vinculado | Variações técnicas do BP-e aéreo conforme tipo de compra. |
Fontes oficiais úteis para validação: FAQ BP-e/SVRS, Documentos BP-e/SVRS, Notícias BP-e/SVRS, Avisos BP-e/SVRS, BP-e TM SEFAZ-SP, Perguntas Frequentes BP-e SEFAZ-SP e Lei Complementar 214/2025.
BP-e modelo 63: a base de tudo
O BP-e modelo 63 é o Bilhete de Passagem Eletrônico. Ele é emitido e armazenado eletronicamente, com existência apenas digital, e serve para documentar prestações de serviço de transporte de passageiros.
A validade jurídica do BP-e depende da assinatura digital do emitente e da autorização de uso pela administração tributária competente antes da ocorrência do fato gerador. Por isso, o documento principal não é o comprovante visual, nem apenas o DABPE: o documento fiscal principal é o XML autorizado, com chave de acesso e protocolo.
Modelo fiscal
O BP-e é identificado como modelo 63 no ecossistema de documentos fiscais eletrônicos.
Documento digital
Existe eletronicamente e precisa de XML autorizado.
Assinatura digital
O XML precisa ser assinado pelo emitente com certificado digital válido.
Autorização
O documento precisa ser autorizado antes da ocorrência do fato gerador.
BP-e Rodoviário
O BP-e Rodoviário é a aplicação mais conhecida do BP-e no transporte de passageiros por ônibus, vans ou veículos rodoviários autorizados, conforme enquadramento da operação.
Ele normalmente substitui o antigo Bilhete de Passagem Rodoviário, modelo 13, quando a UF adota o BP-e para esse tipo de prestação. Na operação prática, envolve origem, destino, data, horário, passageiro, poltrona quando aplicável, veículo, linha, tarifa, pagamento, XML, DABPE, autorização e protocolo.
| Ponto | Como funciona no rodoviário | Cuidado no sistema |
|---|---|---|
| Origem e destino | Rodoviária, cidade, ponto de embarque e ponto de desembarque. | Manter cadastros fiscais e operacionais corretos. |
| Passageiro | Identificação do passageiro conforme regra aplicável. | Evitar emissão sem dados obrigatórios. |
| Poltrona | Pode haver controle de assento, classe e mapa de veículo. | Evitar venda duplicada e divergência operacional. |
| Pagamento | Dinheiro, cartão, PIX, TEF, agência, site ou marketplace. | Conciliar venda, pagamento e documento fiscal. |
| XML e DABPE | XML autorizado é o documento fiscal; DABPE é documento auxiliar. | Não confundir comprovante visual com documento fiscal principal. |
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BP-e Aquaviário
O BP-e Aquaviário é usado em prestações de transporte aquaviário de passageiros, como barcas, balsas, ferry boats, lanchas, catamarãs, barcos e travessias hidroviárias, fluviais ou marítimas, conforme a regra da UF e o enquadramento fiscal da operação.
Ele pode substituir o antigo Bilhete de Passagem Aquaviário, modelo 14, quando aplicável. O sistema precisa tratar portos, píeres, terminais, embarcações, travessias, passageiros, veículos acompanhados quando houver, capacidade, pagamento, XML, DABPE, autorização e relatórios.
| Ponto | Como funciona no aquaviário | Cuidado no sistema |
|---|---|---|
| Origem e destino | Porto, píer, terminal, ilha, margem ou estação hidroviária. | Não tratar como simples rodoviária. |
| Embarcação | Barca, balsa, ferry boat, lancha, catamarã ou barco. | Controlar capacidade, horários e disponibilidade. |
| Passageiro com veículo | Pode existir carro, moto, bicicleta ou veículo acompanhado. | Separar passageiro, veículo, carga e encomenda. |
| Pagamento | Guichê, site, agência, PIX, cartão, TEF ou marketplace. | Conciliar passagem, recebimento e documento fiscal. |
| Auditoria | Rastrear venda, embarque, XML, protocolo e cancelamento. | Evitar divergência entre operação e fiscal. |
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BP-e Ferroviário
O BP-e Ferroviário é aplicado ao transporte ferroviário de passageiros. Ele pode substituir o antigo Bilhete de Passagem Ferroviário, modelo 16, quando a regra da UF assim permitir ou exigir.
Na prática, o transporte ferroviário exige atenção a estações, linhas, trechos, horários, composição, classes, tarifas, passageiros, integração, controle de embarque, XML, DABPE, autorização, protocolo e auditoria.
| Ponto | Como funciona no ferroviário | Cuidado no sistema |
|---|---|---|
| Estações | Origem e destino geralmente são estações ferroviárias. | Cadastrar estações e trechos corretamente. |
| Composição | Pode envolver trem, vagão, classe, serviço e assento. | Separar operação ferroviária da rodoviária. |
| Trecho | Linhas e trechos precisam estar vinculados à prestação. | Evitar divergência entre venda e documento. |
| Embarque | Pode ter validação em estação, QR Code ou controle interno. | Vincular embarque ao documento autorizado. |
| Relatórios | Vendas, passageiros, estações, horários, documentos e eventos. | Permitir fiscalização e auditoria. |
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BP-e em substituição ao Cupom Fiscal/ECF
O BP-e modelo 63 também pode ser utilizado, a critério da unidade federada, em substituição ao Cupom Fiscal Bilhete de Passagem emitido por equipamento ECF. Esse ponto é importante para empresas que ainda possuem processos antigos de bilhetagem ou controle fiscal baseado em cupom fiscal.
Na prática, a adoção do BP-e moderniza o processo porque troca uma lógica física ou local por uma lógica eletrônica, com XML autorizado, chave de acesso, protocolo, eventos, consulta e armazenamento digital.
Importante: a substituição de documento antigo pelo BP-e depende da unidade federada e do enquadramento da operação. A empresa deve validar com contador, SEFAZ e responsável fiscal antes de alterar o processo.
BP-e TM / BPeTM
O BP-e TM, também chamado de BPeTM, é uma variação com leiaute específico para transporte metropolitano ou semiurbano, especialmente quando a cobrança da passagem ocorre por meio de contadores, catracas, validadores ou sistemas equivalentes.
Ele se diferencia do BP-e comum porque, em muitos cenários, a operação não é uma passagem individual tradicional com poltrona e passageiro identificado. A lógica pode envolver totalizações, validadores, catracas, cartões, integrações tarifárias, gratuidades, categorias tarifárias, linhas, veículos, estações ou pontos de embarque.
| Ponto | BP-e comum | BP-e TM |
|---|---|---|
| Uso típico | Passagem individual por passageiro. | Transporte metropolitano/semiurbano com cobrança por catraca, contador ou equivalente. |
| Identificação | Normalmente passageiro e trecho da viagem. | Pode envolver totalizações e dados operacionais agregados. |
| Operação | Venda, poltrona, itinerário, passageiro e DABPE. | Catracas, contadores, validadores, linhas, gratuidades e integrações. |
| Credenciamento | Credenciamento comum conforme UF. | Pode exigir credenciamento específico para BP-e TM. |
| Auditoria | Rastreio por passagem. | Rastreio por totalização, equipamento, linha, período e relatório operacional. |
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BP-e Metropolitano
O termo BP-e Metropolitano costuma ser usado para operações de transporte de passageiros em regiões metropolitanas, muitas vezes com cobrança por catraca, validador, bilhetagem eletrônica ou integração tarifária.
Em termos técnicos, esse cenário geralmente se aproxima do BP-e TM, quando a operação possui características de transporte metropolitano com leiaute específico e regras próprias de credenciamento e totalização.
Catracas
Controle de passageiros por equipamento físico ou eletrônico.
Validadores
Bilhetagem eletrônica, cartões, QR Code ou meios digitais.
Integrações
Integração tarifária entre linhas, terminais, modais ou sistemas.
Totalização
Relatórios por período, linha, equipamento, categoria e tarifa.
BP-e Semiurbano
O BP-e Semiurbano está ligado a prestações com característica semiurbana, geralmente com dinâmica operacional diferente da passagem rodoviária tradicional. Pode envolver linhas regulares, alta frequência, cobrança por equipamento, integração e totalização.
Quando a operação semiurbana utiliza contadores, catracas ou sistemas equivalentes, o enquadramento pode se aproximar do BP-e TM, conforme a regra da UF e o credenciamento aplicável.
Cuidado: “semiurbano” não significa automaticamente um modelo fiscal separado. Em muitos casos, o ponto central é o enquadramento no leiaute BP-e TM ou em regra específica da UF.
BP-e Metroviário
O termo BP-e Metroviário costuma ser usado para operações de metrô ou sistemas similares de transporte de passageiros. O cuidado é que “metroviário” pode estar operacionalmente dentro de uma lógica metropolitana, com catracas, validadores, integrações e totalizações.
Por isso, em projetos de metrô, a empresa não deve simplesmente adaptar o BP-e rodoviário. É preciso avaliar a regra da UF, o leiaute aplicável, a possibilidade de BP-e TM, a forma de totalização, o relatório analítico, os validadores, as estações, as gratuidades, as integrações tarifárias e o prazo de emissão.
| Item metroviário | Por que importa? |
|---|---|
| Estações | Origem, integração, embarque, desembarque e controle de fluxo. |
| Catracas e validadores | Base para contagem, arrecadação e totalização. |
| Integração tarifária | Pode alterar valor, categoria, gratuidade e remuneração. |
| Relatório analítico | Fundamental para auditoria fiscal e operacional. |
| Totalização | Difere da emissão individual por passageiro. |
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BPeTA / BP-e Transporte Aéreo
O BPeTA é o BP-e Transporte Aéreo, criado para documentar eletronicamente o transporte aéreo de passageiros. Ele possui Nota Técnica específica, serviço de recepção próprio, uso dos webservices do BP-e e impactos das notas técnicas da Reforma Tributária.
O BPeTA exige controles próprios de companhias aéreas: voo, aeroporto de origem, aeroporto de destino, trecho, conexão, companhia operadora, passageiro, comprador, localizador, reserva, tarifa, taxa, bagagem, assento, remarcação, cancelamento, não embarque, pagamentos, PagVinc, IBS, CBS e auditoria.
| Ponto | Como funciona no BPeTA | Cuidado no sistema |
|---|---|---|
| Recepção | Serviço próprio para recepção do BP-e Transporte Aéreo. | Implementar NT e schemas oficiais. |
| Autorização | Autorização centralizada na SVRS. | Tratar retorno, rejeição, protocolo e consulta. |
| Credenciamento | Habilitação por UF para filiais das empresas aéreas. | Validar CNPJ, IE, UF, ambiente e certificado. |
| Operação aérea | Voo, trecho, conexão, aeroporto, reserva e localizador. | Não reaproveitar lógica rodoviária sem adaptação. |
| Reforma Tributária | IBS, CBS, cClassTrib, vTotDFe, pagamento e validações. | Atualizar motor fiscal continuamente. |
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BPeTA Normal
O BPeTA Normal é a emissão do BP-e Transporte Aéreo para uma compra regular de passagem aérea. Nesse cenário, o passageiro deve ser informado, junto com os dados da viagem, valores, impostos e pagamento.
Passageiro
Identificação da pessoa transportada.
Viagem
Voo, origem, destino, trecho, conexão e data.
Valores
Tarifa, taxas, descontos, componentes e serviços adicionais.
Pagamento
Cartão, PIX, agência, OTA, marketplace ou outro meio.
BPeTA Múltiplo
O BPeTA Múltiplo é uma variação técnica do BPeTA indicada para compra múltipla, como cenário de fretamento. Nesse tipo, o comprador deve ser informado e os dados do passageiro não devem ser informados no documento múltiplo.
Ponto crítico: BPeTA Múltiplo não significa simplesmente colocar vários passageiros dentro do mesmo XML. Ele possui regra própria: comprador obrigatório e passageiro vedado no documento múltiplo.
BPe vinculado a BPe Múltiplo
O BPe vinculado a BPe Múltiplo é usado quando um documento precisa se relacionar a um BPe Múltiplo previamente autorizado. Nesse caso, o sistema deve informar o passageiro e a chave de acesso do BPe Múltiplo.
O sistema também deve validar se o BPe Múltiplo existe, está autorizado, não está cancelado, não foi substituído e pertence ao emitente correto, conforme regras aplicáveis.
Tabela comparativa dos tipos de BP-e
A tabela abaixo organiza os principais tipos, modais e variações técnicas do BP-e em uma visão prática para empresas de transporte e sistemas emissores.
| Tipo | Família | Uso principal | Principal cuidado |
|---|---|---|---|
| BP-e Rodoviário | BP-e comum / modelo 63 | Passagens rodoviárias. | Rota, passageiro, poltrona, pagamento, XML e DABPE. |
| BP-e Aquaviário | BP-e comum / modelo 63 | Barcas, balsas, ferry boats e transporte aquaviário. | Portos, píeres, embarcações, passageiros e veículos acompanhados. |
| BP-e Ferroviário | BP-e comum / modelo 63 | Transporte ferroviário de passageiros. | Estações, trechos, composições, classes e embarque. |
| BP-e substituindo ECF | BP-e comum / modelo 63 | Substituição de cupom fiscal de passagem quando permitido. | Validação da regra da UF e migração do processo fiscal. |
| BP-e TM | Leiaute específico | Transporte metropolitano/semiurbano. | Catracas, validadores, totalização e credenciamento específico. |
| BP-e Metropolitano | Normalmente ligado ao BP-e TM | Linhas metropolitanas com alta frequência. | Totalização, integrações, gratuidades e validadores. |
| BP-e Semiurbano | Normalmente ligado ao BP-e TM | Linhas semiurbanas regulares. | Enquadramento, cobrança e totalização. |
| BP-e Metroviário | Depende do enquadramento e UF | Metrôs e sistemas similares. | Estações, catracas, integrações e relatório analítico. |
| BPeTA | BP-e Transporte Aéreo | Passagens aéreas. | NT específica, SVRS, credenciamento, voo, pagamentos e RTC. |
| BPeTA Normal | Subtipo BPeTA | Compra regular de passagem aérea. | Passageiro obrigatório. |
| BPeTA Múltiplo | Subtipo BPeTA | Compra múltipla/fretamento. | Comprador obrigatório e passageiro vedado. |
| BPe vinculado a Múltiplo | Subtipo BPeTA | Documento vinculado a um BPe múltiplo. | Passageiro e chave do BPe múltiplo obrigatórios. |
O que não deve ser confundido com tipo de BP-e
Alguns termos aparecem com frequência na operação, mas não são necessariamente “tipos” de BP-e. Eles podem ser eventos, documentos auxiliares, formas operacionais ou status do documento.
| Termo | O que é | Por que não é exatamente um tipo? |
|---|---|---|
| DABPE | Documento Auxiliar do BP-e. | É representação auxiliar; o documento fiscal principal é o XML autorizado. |
| BP-e cancelado | Status/evento do documento. | É situação do BP-e, não um tipo de modal. |
| BP-e substituído | Documento com evento de substituição/remarcação. | É ciclo de vida ou evento fiscal. |
| BP-e rejeitado | Documento não autorizado por erro. | É retorno de validação, não tipo de BP-e. |
| BP-e por passageiro | Forma operacional individual. | É forma de emissão, não modelo fiscal separado. |
| BP-e por totalização | Forma operacional agregada. | Pode estar ligada ao BP-e TM, mas não deve ser tratada isoladamente como modelo. |
Regra prática: tipo de BP-e deve ser separado de status, evento, documento auxiliar, forma de pagamento, canal de venda ou relatório operacional.
Reforma Tributária, IBS e CBS nos tipos de BP-e
A Reforma Tributária do Consumo impacta o ecossistema BP-e. As notas técnicas recentes tratam BPe, BPeTM e BPeTA como documentos impactados por novas regras de IBS, CBS, classificação tributária, meios de pagamento e validações.
Isso significa que um sistema emissor não pode olhar apenas para o modal. Ele também precisa controlar grupos tributários, CST, cClassTrib, vTotDFe, vinculação de pagamento, rejeições, eventos e relatórios de auditoria.
IBS
Imposto sobre Bens e Serviços, compartilhado entre estados e municípios.
CBS
Contribuição sobre Bens e Serviços, de competência federal.
CST e cClassTrib
Classificação tributária da operação no novo modelo.
PagVinc
Vinculação entre transação financeira e documento fiscal eletrônico.
O que um sistema emissor precisa controlar?
Um sistema emissor de BP-e precisa ser flexível para tratar diferentes modais, leiautes, regras fiscais e integrações. O erro mais comum é tentar usar a mesma lógica do rodoviário para aquaviário, ferroviário, metropolitano, semiurbano, metroviário ou aéreo.
| Área | Controle necessário | Por que importa? |
|---|---|---|
| Fiscal | CNPJ, IE, UF, certificado, ambiente, série, numeração e credenciamento. | Evita rejeições e emissão por estabelecimento incorreto. |
| Modal | Rodoviário, aquaviário, ferroviário, metropolitano, semiurbano ou aéreo. | Cada operação exige dados e validações diferentes. |
| XML | Schema, assinatura, autorização, protocolo, consulta e eventos. | Garante validade e rastreabilidade fiscal. |
| Operação | Rota, linha, porto, estação, voo, catraca, embarcação ou veículo. | Conecta o documento fiscal à operação real. |
| Pagamento | Dinheiro, cartão, PIX, TEF, agência, marketplace, PagVinc e conciliação. | Conecta venda, recebimento e documento fiscal. |
| Relatórios | Autorizados, rejeitados, cancelados, substituídos, pendentes e totalizados. | Apoia fiscalização, suporte, financeiro e auditoria. |
| Reforma Tributária | IBS, CBS, CST, cClassTrib, vTotDFe e regras de validação. | Prepara a empresa para exigências fiscais atuais e futuras. |
Como o Vexado pode ajudar
O Sistema Vexado atua no ecossistema de emissão de documentos fiscais eletrônicos para transporte de passageiros e pode apoiar empresas que precisam emitir BP-e em diferentes operações, como rodoviário, aquaviário, ferroviário, metropolitano, semiurbano e projetos especiais como BPeTA.
O Vexado pode apoiar com emissão de BP-e, venda de passagens, controle de passageiros, cadastros operacionais, integrações, APIs, pagamentos, relatórios, automação, suporte, implantação e auditoria, conforme análise técnica e fiscal da operação.
Emissão de BP-e
A solução de emissão de BP-e apoia geração, autorização, armazenamento e controle de documentos fiscais eletrônicos.
BP-e Rodoviário
A página de BP-e Rodoviário apoia empresas de ônibus, viações, fretamento, turismo e transporte de passageiros.
BP-e Aquaviário
A página de BP-e Aquaviário apoia barcas, balsas, ferry boats e transporte aquaviário de passageiros.
BP-e Ferroviário
A página de BP-e Ferroviário apoia operações com estações, linhas, trechos e passageiros.
BP-e TM e Metropolitano
A página de BP-e Metropolitano apoia estudos de leiaute, totalização, catracas, validadores e relatórios.
Integrações e APIs
As integrações e APIs podem conectar vendas, pagamentos, marketplaces, BI, financeiro e operação.
Posicionamento seguro: antes de implantar qualquer tipo de BP-e, a empresa deve validar enquadramento fiscal, UF, credenciamento, certificado, leiaute, integração, forma de emissão e regras aplicáveis com contador, SEFAZ, responsável fiscal, jurídico e equipe técnica.
Checklist prático: como identificar o tipo de BP-e correto
- Identifique o modal da operação: rodoviário, aquaviário, ferroviário, metropolitano, semiurbano, metroviário ou aéreo.
- Confirme se a operação é emissão individual por passageiro ou emissão por totalização.
- Verifique se há catracas, validadores, contadores ou sistemas equivalentes.
- Valide se a operação se enquadra em BP-e comum, BP-e TM ou BPeTA.
- Confirme a unidade federada competente e a regra aplicável.
- Verifique se a empresa precisa de credenciamento comum ou credenciamento específico.
- Confirme CNPJ, IE, certificado digital, série, numeração e ambiente.
- Valide o documento antigo substituído: modelo 13, modelo 14, modelo 16, ECF ou outro conforme regra.
- Separe DABPE de XML autorizado.
- Separe status do documento de tipo de BP-e.
- Valide eventos aplicáveis: cancelamento, substituição, não embarque, remarcação ou eventos específicos.
- Mapeie pagamentos: dinheiro, cartão, PIX, TEF, agência, marketplace, PagVinc e conciliação.
- Valide impactos da Reforma Tributária: IBS, CBS, CST, cClassTrib, vTotDFe e regras de validação.
- Monte relatórios de autorizados, rejeitados, cancelados, pendentes, substituídos e totalizados.
- Teste o fluxo completo em homologação antes da produção.
- Treine fiscal, financeiro, operação, suporte e TI.
- Valide tudo com contador, responsável fiscal, SEFAZ, jurídico e equipe técnica.
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Fontes oficiais para validar os tipos de BP-e
Como BP-e, BP-e TM, BPeTA, Reforma Tributária, IBS, CBS, pagamentos e transporte de passageiros envolvem obrigação fiscal sensível, a empresa deve validar regras em fontes oficiais e com profissionais responsáveis. O sistema apoia a operação e a emissão, mas não substitui contador, responsável fiscal, SEFAZ, equipe jurídica, integradores ou equipe técnica.
FAQ BP-e/SVRS
Consulte conceitos gerais do BP-e modelo 63 e documentos substituídos: FAQ BP-e/SVRS.
Documentos BP-e/SVRS
Consulte manuais, schemas, notas técnicas, BPeTA e Reforma Tributária: Documentos BP-e/SVRS.
BP-e TM SEFAZ-SP
Consulte a página oficial sobre BP-e Transporte Metropolitano: BP-e TM SEFAZ-SP.
Perguntas Frequentes SEFAZ-SP
Consulte explicações sobre BP-e comum e BPe TM: Perguntas Frequentes BP-e SEFAZ-SP.
Avisos BP-e/SVRS
Consulte avisos sobre schemas, vTotDFe, IBSCBS, split payment e regras técnicas: Avisos BP-e/SVRS.
Lei Complementar 214/2025
Consulte a instituição do IBS, CBS, regimes específicos e regras da Reforma Tributária: LC 214/2025.
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FAQ completo sobre tipos de BP-e
Quais são todos os tipos de BP-e existentes atualmente?
Os principais tipos e variações são BP-e Rodoviário, BP-e Aquaviário, BP-e Ferroviário, BP-e em substituição a Cupom Fiscal/ECF, BP-e TM, BP-e Metropolitano, BP-e Semiurbano, BP-e Metroviário quando enquadrado em regra compatível, BPeTA, BPeTA Normal, BPeTA Múltiplo e BPe vinculado a BPe Múltiplo.
BP-e Rodoviário, Aquaviário e Ferroviário são modelos fiscais diferentes?
Não necessariamente. Eles fazem parte do ecossistema do BP-e modelo 63, mas aplicados a modais diferentes e a documentos antigos diferentes, como modelo 13, modelo 14 e modelo 16.
O que é BP-e modelo 63?
É o Bilhete de Passagem Eletrônico, documento fiscal eletrônico usado para documentar prestação de serviço de transporte de passageiros.
O que é BP-e Rodoviário?
É o BP-e aplicado ao transporte rodoviário de passageiros, normalmente em substituição ao antigo Bilhete de Passagem Rodoviário modelo 13, conforme regra da UF.
O que é BP-e Aquaviário?
É o BP-e aplicado ao transporte aquaviário de passageiros, como barcas, balsas, ferry boats, lanchas e travessias, podendo substituir o antigo Bilhete de Passagem Aquaviário modelo 14 quando aplicável.
O que é BP-e Ferroviário?
É o BP-e aplicado ao transporte ferroviário de passageiros, podendo substituir o antigo Bilhete de Passagem Ferroviário modelo 16 quando permitido ou exigido pela UF.
O que é BP-e TM?
É uma variação com leiaute específico para transporte metropolitano ou semiurbano com cobrança por catracas, contadores, validadores ou sistemas equivalentes, mediante credenciamento específico.
BP-e Metropolitano e BP-e TM são a mesma coisa?
Na prática, muitas operações metropolitanas se enquadram na lógica do BP-e TM. Porém, o correto é validar o enquadramento, a UF, o leiaute e o credenciamento aplicável.
BP-e Semiurbano é um tipo separado?
O termo semiurbano descreve a característica da operação. Em muitos cenários, o tratamento fiscal pode se aproximar do BP-e TM, especialmente quando há cobrança por catracas, contadores ou sistemas equivalentes.
Existe BP-e Metroviário?
O termo é usado para operações de metrô e sistemas similares, mas o enquadramento depende da UF, do leiaute aplicável e da forma de cobrança. Muitas operações metroviárias se aproximam de uma lógica metropolitana com totalização.
O que é BPeTA?
BPeTA é o BP-e Transporte Aéreo, uma modalidade do Bilhete de Passagem Eletrônico voltada ao transporte aéreo de passageiros.
O que é BPeTA Normal?
É o BPeTA usado para compra regular de passagem aérea. Nesse cenário, o passageiro deve ser informado.
O que é BPeTA Múltiplo?
É o BPeTA usado para compra múltipla, indicada como fretamento. Nesse cenário, o comprador deve ser informado e o passageiro não deve ser informado no documento múltiplo.
O que é BPe vinculado a BPe Múltiplo?
É o documento vinculado a um BPe múltiplo autorizado. Ele deve informar passageiro e chave de acesso do BPe múltiplo.
DABPE é tipo de BP-e?
Não. DABPE é o Documento Auxiliar do BP-e. O documento fiscal principal é o XML autorizado.
BP-e cancelado é tipo de BP-e?
Não. Cancelado é uma situação ou evento do documento, não um tipo de BP-e.
BP-e por totalização é tipo de BP-e?
Não exatamente. É uma forma operacional de emissão ou apuração que pode estar ligada a determinados leiautes, especialmente BP-e TM, mas não deve ser confundida com modelo fiscal separado.
Todos os tipos de BP-e usam Reforma Tributária?
As notas técnicas recentes indicam impactos da Reforma Tributária no ecossistema BPe, BPeTM e BPeTA, exigindo atenção a IBS, CBS, classificação tributária, pagamentos e validações.
O Vexado pode ajudar com todos os tipos de BP-e?
O Vexado pode apoiar empresas na análise e estruturação de emissão de BP-e, integrações, XML, pagamentos, relatórios e auditoria, conforme avaliação técnica, fiscal e operacional do projeto.
O sistema substitui o contador?
Não. O sistema apoia a operação e a emissão, mas decisões fiscais, enquadramento, prazos, credenciamento, classificação tributária e guarda documental devem ser validadas com contador, responsável fiscal, SEFAZ e profissionais especializados.
Como falar com o Vexado?
O próximo passo é acessar a página de contato e conversar com a equipe para avaliar qual tipo de BP-e sua operação precisa emitir.
Quer saber qual tipo de BP-e sua empresa precisa? Fale com o Vexado e veja como estruturar emissão fiscal, XML, autorização, pagamentos, integrações, relatórios e auditoria.
Conclusão
Os tipos de BP-e existentes atualmente devem ser entendidos por família, modal e leiaute. A base é o BP-e modelo 63, aplicado a modais como rodoviário, aquaviário e ferroviário. Além dele, existem leiautes e projetos específicos como o BP-e TM, voltado ao transporte metropolitano e semiurbano, e o BPeTA, voltado ao transporte aéreo de passageiros.
Para empresas de transporte, o mais importante não é apenas saber o nome do tipo de BP-e, mas entender qual operação será documentada: passagem individual, transporte por catraca, totalização metropolitana, travessia aquaviária, estação ferroviária, voo aéreo, compra múltipla, documento vinculado, cancelamento, substituição, pagamento, integração ou relatório fiscal.
O Sistema Vexado pode apoiar empresas que precisam estudar, estruturar e automatizar fluxos ligados a BP-e, BP-e TM, BPeTA, integrações, APIs, pagamentos, relatórios e gestão operacional. Como esse tema envolve obrigação fiscal sensível e regras em transição, qualquer implantação deve ser validada com contador, SEFAZ, CGIBS/RFB, equipe jurídica, equipe técnica e responsáveis fiscais.
Quer avaliar sua operação de BP-e? Fale com o Vexado e veja como organizar o projeto técnico e fiscal.
Aviso: Este conteúdo é educativo e comercial. Para temas fiscais, regulatórios, contratuais, técnicos, BP-e, BP-e modelo 63, BP-e Rodoviário, BP-e Aquaviário, BP-e Ferroviário, BP-e TM, BPeTM, BP-e Metropolitano, BP-e Semiurbano, BP-e Metroviário, BPeTA, BP-e Transporte Aéreo, Bilhete de Passagem Eletrônico Aéreo, BPeTA Normal, BPeTA Múltiplo, BPe vinculado a BPe Múltiplo, Reforma Tributária, IBS, CBS, vTotDFe, IBSCBS, CST, cClassTrib, pag, PagVinc, split payment, XML, DABPE, autorização, protocolo, rejeições, eventos, credenciamento, certificado digital, filiais, armazenamento, guarda documental, integrações, APIs, pagamentos ou obrigações específicas, a empresa deve validar as regras aplicáveis com seu contador, responsável fiscal, SEFAZ, CGIBS/RFB, órgão competente, equipe jurídica, equipe técnica ou profissionais especializados antes de tomar decisões.


